Traducoworkers #9 – Marina Borges

Pronoia Tradutória
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Semana passada fui ao Centro do Rio a passeio visitar uma exposição. Quando peguei o metrô de volta para casa, percebi o ritmo acelerado de todo mundo que passava pela roleta correndo para pegar a escada rolante. Eu estava a uma velocidade bem mais baixa, a ponto de reparar na pressa deles, e foi aí que percebi a decisão correta que escolhi para a minha vida profissional.

Trabalhei no Centro por quatro anos no total, fazendo esse trajeto de maneira automática, de segunda a sexta, de oito às cinco. Primeiro como secretária de uma empresa de engenharia, depois como tradutora em uma agência. Gosto muito de estar no burburinho da cidade grande, mas ao decidir trabalhar por conta própria, no conforto do meu lar, curti mais montar meu home office, confesso.

O problema é que sempre fui uma pessoa adaptada à rotina. Funciono bem sabendo que horas vou tomar banho, sair de casa, pegar a condução. Trabalhar em casa é negativo nesse sentido porque você é quem faz seu horário. Então os cinco minutinhos a mais viram 30 e quando você nota, lá se foi o seu dia. Sem contar que o interfone toca, a obra do vizinho faz um barulho chato e as redes sociais estão bem ali na janela ao lado.

Tive que tomar uma medida drástica. Resolvi experimentar o tal coworking que uma certa amiga dona desse blog vivia falando a respeito. Optei por um com planos de meio período, pois ainda queria manter minha flexibilidade de horário. Vim parar na Tribo Coworking em Copacabana e é aqui onde eu passo minhas manhãs desde o começo do ano.

Como é um ambiente de escritório coletivo, você consegue se concentrar melhor. Minha produtividade aumentou a olhos vistos, estabeleci uma rotina, conheci novos profissionais, consegui até uma nova cliente. O espaço de coworking te permite personalizar suas necessidades – ele se adapta a você e não o contrário. Cada profissional aqui – advogados, designers, ativistas, psicólogos, entre outros – tem um perfil diferente e o espaço funciona bem para cada um deles.

Com a disponibilidade de salas de reunião, a captação de clientes fica mais profissional. Você pode marcar um encontro em um ambiente profissional, passando uma imagem bem diferente do tradutor ermitão. O espaço pode também funcionar como um ponto de encontro profissional, como foi o caso do I Barcamp de Tradução e Interpretação no Rio de Janeiro, no último dia 3. Enfim, as opções são muitas.

No mundo empreendedor de hoje em dia, acho que é o tipo de ambiente ideal para compartilhar suas ideias, explicar seu ofício, vender seu peixe; enfim, ver e ser visto.

Marina Machado de Assis Borges é tradutora e intérprete nos idiomas português, inglês e espanhol. É proprietária da Solarium Tradução e autora do blog que leva seu nome.

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